Plano do Ano 1

Roteiro para a diretoria da E1_Criciúma 10-26 no Jogo de Negócios ESG: as decisões que mais pesam no resultado, as opções para cada uma e o raciocínio por trás dos números.

Montado a partir do manual do jogo (Schneider, FGV, 2026) e dos relatórios do Mês 0 na plataforma. Demanda e probabilidades são estimativas lidas das tabelas e gráficos do manual.

Quanto cada mês vale na nota final

A nota final é a média dos pontos mensais ponderada pelo número do mês. Maio a agosto concentra 47% do peso num jogo de 10 meses e 72% num de 8. O Árbitro define a duração (de 8 a 10 meses).
Índice
  1. O plano em oito decisões
  2. O ponto de partida
  3. Como o jogo é decidido
  4. A economia de cada lote
  5. A demanda do Ano 1
  6. Três caminhos
  7. Decisões e opções
  8. Fase Teste
  9. Primeira folha da competição
  10. Mês a mês
  11. Calculadoras
  12. Rotina da diretoria
  13. Último mês
  14. Erros que custam caro
  15. Pontos a confirmar
  16. O que o jogo ensina

O plano em oito decisões

Se a diretoria guardar uma página só, que seja esta. O restante do documento explica cada escolha, mostra as contas e oferece alternativas.

Pare de pagar gente parada

Em dezembro a empresa pagou 48 mil horas e usou 15 mil: R$ 1,16 milhão de mão de obra ociosa num único mês. Produza o que o mercado compra e transforme as horas que sobram em estoque para os picos.

Resolva o Selante em janeiro

O gás GHG189 está proibido a partir de maio. Pesquisar com R$ 175–200 mil por mês dá 68–77% de chance já no primeiro mês, com custo esperado perto de R$ 260 mil. Comprar a fórmula custa R$ 1,2 milhão e fica como seguro para abril.

Terreno a R$ 100–110 mil por mês

A chance de a Pluma subir cai de cerca de 60% para cerca de 10% ao mês. Pluma 1 no relatório: remedie na folha seguinte (R$ 30 mil). Pluma 0: nunca marque “Remediar”.

Governança é a nota mais barata

Vale de 5 a 45 pontos por mês, e cinco dos seis itens dependem só de disciplina: nenhuma hora extra, nenhuma demissão, nenhum crédito rotativo, Pluma zero e relatórios liberados.

Certificação: acumule e segure

Com cerca de R$ 800 mil acumulados, a chance é de 50% ao mês, sem precisar investir mais enquanto espera. A largada de R$ 300 + 300 + 200 mil dá 87% de chance de ter o primeiro certificado até abril.

Produção nivelada, quadro em degraus

Comece com os 300 trabalhadores e suba para cerca de 320 em março, 340 em abril e 355–360 de maio em diante. Janeiro e fevereiro formam o estoque de março; maio a julho, o de agosto.

Preço só com prova

Use a rodada de teste para medir quanto a demanda reage a preço. Não dê desconto para atrair uma demanda que a fábrica não consegue entregar: quem não encontra produto compra do concorrente.

O peso segue a vantagem

A escolha de pesos de maio é a mais importante do jogo. Coloque 4 e 5 onde a empresa já está perto do topo do grupo, e 1 onde a estratégia sacrifica de propósito.

O ponto de partida

A diretoria anterior fechou dezembro com lucro de R$ 337,6 mil, nenhuma dívida e R$ 4 milhões entre caixa e aplicações. O retrato é tranquilo, mas esconde quatro vazamentos.

R$ 1,16 mi
de mão de obra ociosa em dezembro: 68% das horas pagas não produziram nada
349 lotes
de Repelente sem venda por falta de produto, metade da demanda do mês
60%
de chance, a cada mês, de a Pluma subir com R$ 50 mil no terreno
15%
de chance mensal de achar a fórmula do Selante com R$ 75 mil de pesquisa
IndicadorMês 0O que significa
Horas pagas e usadas48.000 pagas, 15.100 usadas32.900 horas paradas a R$ 35,25 = R$ 1.159.725, a maior despesa depois do custo dos produtos
Uso da fábrica316 de 900 UF (35%)Sobrou fábrica. O gargalo foi a decisão de produzir pouco
RepelenteVendeu 350, perdeu 349Cada lote perdido deixa R$ 1.424 de margem na mesa: R$ 497 mil só em dezembro
SelanteVendeu 166 de 168, estoque zeradoO produto de maior margem, sem estoque de segurança e com banimento à vista
TerrenoR$ 50 mil por mêsCerca de 50% de chance de Pluma +1 e 10% de +2 a cada mês
CertificaçãoR$ 60 mil acumuladosO mínimo para concorrer é R$ 300 mil; o sorteio começa no Mês 2
Caixa e aplicaçõesR$ 4,0 milhõesRendem 0,55% ao mês e financiam com folga os investimentos do primeiro trimestre
Lucro acumuladoR$ 403,6 mil, incorporados ao capital em janeiroO ano começa com lucro acumulado zero: os dividendos de janeiro só podem sair do lucro de janeiro
Relatórios liberadosNenhuma das 9 empresasQuem liberar tira 9 nesse item de governança; quem não liberar, 1

O custo da inércia

O manual traz, na página 48, um relatório de ranking de exemplo. Ele bate com o que acontece quando a diretoria repete a folha de dezembro em janeiro: 1.352 lotes vendidos (tudo o que havia, com Shampoo em falta), receita de R$ 2.856.392, prejuízo de R$ 592 mil, ação caindo de R$ 23,42 para R$ 18,59 e Pluma 1. Operando bem, o mesmo janeiro dá lucro na casa de R$ 0,8 milhão. A diferença entre as duas diretorias é de R$ 1,4 milhão já no primeiro mês.

Como o jogo é decidido

Todo mês, cada objetivo vira um número de ordem: 9 para a melhor das nove empresas, 1 para a pior e valores proporcionais no meio. Os pontos do mês são a soma de peso × número de ordem. Os cinco pesos escolhidos pela diretoria somam 15, cada um entre 1 e 5, e a governança tem peso 5 fixo. Um mês vale de 20 a 180 pontos. A nota final é a média desses pontos ponderada pelo número do mês.

  • Os primeiros meses são o lugar barato para investir. Num jogo de 10 meses, janeiro a abril valem 18% da nota. Pesquisa do Selante, certificação, P&D e terreno reduzem o resultado desses meses e pagam nos que valem mais.
  • Maio a agosto decide. São 47% da nota num jogo de 10 meses e 72% num de 8. Agosto junta o maior pico de demanda do ano a um dos maiores pesos.
  • Tudo é relativo. Lucrar R$ 1 milhão não basta; é preciso estar acima dos outros oito. Leia as Estatísticas do Mês (mínimo, média e máximo) antes de cada folha.
  • A nota da disciplina segue a do jogo. 70% vêm do resultado do grupo: 10 para a melhor equipe, 7 para a pior. Empresa insolvente obriga a refazer a disciplina. Jogue para ganhar, sem risco de ruína.

Governança: cinco dos seis itens só dependem de vocês

A nota de governança é a média de seis itens, de 1 a 9 cada, reescalonada entre a pior e a melhor empresa. Liderar governança vale 45 pontos no mês; ficar em último vale 5.

ItemNota máxima para quemComo garantirO que custa
Horas extrasUsa menosQuadro dimensionado antes do picoContratar antes (R$ 5.640 por trabalhador por mês)
DemissõesDemite menosNunca reduzir o quadro; crescer em degrausAlguma ociosidade nos meses fracos
PlumaTem menor contaminaçãoMédia de terreno ≥ R$ 100 mil; remediar toda Pluma 1Cerca de R$ 60 mil por mês a mais, mais R$ 30 mil por remediação
CertificaçõesTem mais certificadosPlano de acumulação (veja Certificações)R$ 1 a 2 milhões no ano
Crédito rotativoUsa menosProjeção de caixa e colchão antes de aplicarCerca de R$ 8 mil por mês de rendimento perdido
RelatóriosLiberouMarcar “Liberar relatórios” em toda folhaOs concorrentes veem os seus números

Uma identidade que poupa contas

CCL = Patrimônio Líquido − Imobilizado. No exemplo do manual: 21.811.139 − 18.000.000 = 3.811.139, exatamente o CCL reportado. Lucro aumenta o CCL; dividendos, participação nos lucros e compra de capacidade reduzem; empréstimo não muda nada, porque entra no caixa e no passivo ao mesmo tempo.

A economia de cada lote

Três números orientam quase toda decisão de produção: quanto o lote deixa de margem, quanto do recurso escasso consome e quanto custa guardá-lo.

Por lote Shampoo Repelente Selante
Preço em dezembro (R$)1.5864.5827.232
Custo unitário padrão (R$)1.039,883.158,403.525,95
Margem bruta (R$)546 (34%)1.424 (31%)3.706 (51%)
Insumos (R$)687,381.995,151.763,45
Margem sobre insumos¹ (R$)8992.5875.469
Horas de trabalho103350
Unidades fabris (UF)0,20,80,3
Margem sobre insumos por hora (R$)9078109
Margem sobre insumos por UF (R$)4.4933.23418.229
Lotes a cada mil horas1003020
Um mês de estoque (R$ 260) consome48% da margem18% da margem7% da margem
¹ Com mão de obra paga e parada, o único custo de produzir mais um lote é o insumo. Custo padrão com salário de R$ 2.820 (R$ 35,25 por hora com encargos).
  • Selante é a joia. 51% de margem, o melhor resultado por hora e por unidade fabril, e guardar um lote por um mês custa só 7% da margem. Prioridade 1 na produção e no estoque.
  • Shampoo gira, não estoca. Rende mais receita e mais lotes por hora (e Lotes Vendidos conta um Shampoo igual a um Selante), mas um mês parado consome quase metade da margem. Produza perto da venda.
  • Repelente é o que mais consome recurso, e ainda paga qualquer expansão. Um trabalhador a mais (R$ 5.640) produz 4,8 lotes, R$ 12,5 mil de margem sobre insumos; uma UF alugada (R$ 660) produz 1,25 lote, R$ 3,2 mil. Atenda toda a demanda.
  • Mão de obra é custo fixo no curto prazo. Contratado é pago, produzindo ou não. Com gente parada, deixar de produzir não economiza nada.

Quanto um preço novo precisa entregar

Variação de volume necessária para manter a margem bruta do mês, com o custo padrão de dezembro.

Mudança de preçoShampooRepelenteSelante
−10%+41% de volume+48%+24%
−5%+17%+19%+11%
+5%pode perder até 13%14%9%
+10%pode perder até 23%24%16%

No Selante, a margem alta faz o desconto exigir menos volume extra para se pagar; em compensação, um aumento tolera menos perda de volume. A calculadora de preço faz a conta para qualquer variação.

A demanda do Ano 1

A previsão-base repete a sazonalidade do Ano 0 e aplica a tendência de cada produto. É a demanda de uma empresa nas condições de dezembro; preço, promoção, P&D e a falta de estoque dos concorrentes mexem nesse número.

  • Shampoo × 0,90 (faixa de 0,84 a 0,96): caiu 21,8%, 7,3% e 13,5% nos três últimos anos, e 23% no segundo semestre do Ano 0 contra o do Ano −1.
  • Repelente × 1,08 (faixa de 1,02 a 1,15): cresceu 8,3% no Ano 0.
  • Selante × 1,50 (faixa de 1,35 a 1,65): cresceu 45% no Ano 0; o manual estima 50% ao ano.

Demanda mensal por empresa, em lotes

Shampoo

Repelente

Selante

Passe o cursor (ou use as setas no gráfico) para ver os valores de cada mês. A tabela abaixo traz os mesmos números.
MêsShampooRepelenteSelanteHoras de trabalhoUnidades fabrisTrabalhadores sem hora extra

O que essa demanda pede da fábrica

A fábrica e o quadro atuais dão conta da média do ano (cerca de 1.000 UF e 330 trabalhadores), não dos picos. Março pede 61 mil horas e 1.161 UF; agosto, 73 mil horas e 1.367 UF. Com 300 trabalhadores (48 mil horas) e 900 UF mais 20% de aluguel (1.080 UF), sobram três saídas: produzir antes e estocar, contratar e alugar, ou deixar a venda para os concorrentes.

Horas de trabalho necessárias

Unidades fabris necessárias

Previsão-base produzindo exatamente a demanda de cada mês. A linha escura é o que a empresa tem hoje; a amarela, o teto com 360 trabalhadores ou com o aluguel máximo.

Atualize a previsão todo mês com a demanda real (vendas + vendas perdidas, no relatório Conta Estoque). Se ela vier 10% acima ou abaixo da base por dois meses seguidos, ajuste o fator do produto.

Três caminhos

As três estratégias usam as mesmas regras de ESG e governança; mudam a forma de competir e, por coerência, os pesos. Dá para trocar de caminho em maio e setembro, junto com os pesos.

A. Margem, disponibilidade e ESG recomendada B. Volume e participação para demanda sensível a preço C. Caixa e prudência para concorrentes gastadores
IdeiaNão brigar por preço. Ganhar por nunca faltar produto, mix rico em Selante, governança impecável e certificação cedo.Liderar Lotes e Receita com preço agressivo no Shampoo (o lote mais barato de fazer conta igual aos outros) e mais capacidade.Maximizar CCL e lucro com o mínimo de imobilização e deixar os concorrentes gastarem.
Pesos no 1º quadrimestreReceita 4, Lucro 4, Ação 3, CCL 2, Lotes 2Receita 5, Lotes 5, Lucro 2, Ação 2, CCL 1CCL 5, Lucro 4, Ação 3, Receita 2, Lotes 1
PreçoPerto da média do mercado; leve prêmio no Selante se o teste permitirShampoo de −5% a −8%, Repelente −2%+1% a +3% em Repelente e Selante
Promoção e P&DEstáveis e um pouco acima da média nos produtos com estoque (R$ 150 mil + R$ 90 mil por mês no início)Promoção forte no Shampoo (R$ 200 mil + R$ 90 mil por mês)No essencial (R$ 110 mil + R$ 60 mil por mês)
Quadro e fábrica300 → cerca de 360 em degraus; fábrica de 900 com aluguel; expansão só com gatilho345 já no Mês 1; +60 UF no Mês 1 e novos degraus em maio300 → cerca de 350; sem expansão; aluguel nos picos
CertificaçõesLargada forte e segura (cerca de R$ 2 milhões no ano)Constante, R$ 150–200 mil por mêsEconômica, R$ 100 mil por mês
Dividendos30–40% do lucro, estáveis e crescentes20–25% do lucroBaixos até o segundo semestre
Ganha quandoOs concorrentes brigam por preço e ficam sem estoqueA demanda reage muito a preço e os rivais não acompanhamOs rivais expandem e distribuem demais
Perde quandoO mercado inteiro corta preço forte e tem capacidade para atenderComeça uma guerra de preços; o CCL afunda com o investimento em fábricaAgosto chega e falta produto; a certificação atrasa

Na dúvida, comecem pela A: é a que menos depende de adivinhar o comportamento dos concorrentes. A rodada de teste vai dizer se vale migrar para B (demanda muito sensível a preço) ou para C (concorrentes gastando demais).

Decisões e opções

Cada decisão traz os fatos do manual, as opções com números e uma recomendação. As probabilidades vêm da leitura dos gráficos do manual e têm alguns pontos percentuais de folga.

Selante: pesquisar ou comprar a fórmula

  • O GHG189 fica proibido a partir do Mês 5 (maio). O estoque já produzido pode ser vendido.
  • Comprar a fórmula custa R$ 1,2 milhão e libera a produção no mês seguinte à compra.
  • Na pesquisa, a chance do mês depende do investimento médio mensal, que inclui os R$ 75 mil do Mês 0. Por isso o primeiro mês mexe mais na média: R$ 200 mil em janeiro levam a média para R$ 137,5 mil.
Pesquisa por mêsMédia no M1Chance no M1Chance até marçoCompra em abrilCusto esperado
R$ 75 mil (como hoje)75 mil15%39%61%R$ 930 mil
R$ 125 mil100 mil40%86%14%R$ 400 mil
R$ 150 mil112,5 mil55%96%4%R$ 288 mil
R$ 175 mil recomendado125 mil68%99%1%R$ 257 mil
R$ 200 mil recomendado137,5 mil77%99,6%0,4%R$ 257 mil
R$ 225 mil150 mil83%99,8%0,2%R$ 270 mil
R$ 300 mil187,5 mil89%99,9%0,1%R$ 336 mil
Comprar já no M1—100%100%—R$ 1.200 mil
Custo esperado = pesquisa paga até a fórmula sair + chance de comprar em abril × R$ 1,2 milhão. A pesquisa para no mês seguinte ao sucesso.

Recomendação

Pesquisa com R$ 175–200 mil por mês até a fórmula sair; no mês seguinte, zere a linha. Se não sair até março, comprem no Mês 4 (a produção continua em maio) ou façam mais um mês de pesquisa, desde que haja pelo menos um mês de Selante em estoque.

Por que não as outras opções
  • Continuar com R$ 75 mil parece barato, mas a chance acumulada até março é de 39%. Em 61% dos casos a compra vem de qualquer jeito, e o custo esperado chega a R$ 930 mil.
  • Comprar já custa quase cinco vezes o custo esperado da pesquisa para eliminar um risco de cerca de 1%.
  • Cada mês sem Selante a partir de maio custa de R$ 0,7 a 1,1 milhão de margem bruta na previsão-base. Por isso a pesquisa precisa ser forte, não econômica.

Terreno e Pluma

  • A Pluma vai de 0 a 5. A cada mês, a chance de ela subir depende do investimento médio em Manutenção do Terreno.
  • Remediar custa R$ 30 mil (Pluma 1), R$ 80 mil (Pluma 2) e R$ 150 mil (Pluma 3 ou mais). Pedir remediação com Pluma 0 custa R$ 10 mil de mobilização.
  • Há 30% de chance de fiscalização por mês. Fiscalizada, a empresa remedia na hora; com Pluma 2 leva multa de R$ 30 mil, com 3 ou mais, de R$ 50 mil, e cada multa tira cerca de 5% do valor da ação.
  • Com Pluma 2 ou mais, a empresa não recebe certificação naquele mês.
Média mensal no terrenoPluma +1Pluma +2Sem alteraçãoSubida esperada por mês
R$ 30 mil50%31%19%+1,12
R$ 50 mil (como hoje)50%10%40%+0,70
R$ 62 mil48%0%52%+0,48
R$ 70 mil39%0%61%+0,39
R$ 80 mil28%0%72%+0,28
R$ 90 mil18%0%82%+0,18
R$ 100–110 mil recomendado9–10%0%90–91%+0,10
Acima de R$ 62 mil de média o salto de +2 desaparece; acima de R$ 100 mil o risco fica perto de 10%, o mínimo possível.

Recomendação

R$ 150 mil no Mês 1 e R$ 105–110 mil depois: a média fica entre R$ 100 e 106 mil. Regra fixa: Pluma 1 ou mais no relatório, marquem Remediar na folha seguinte. Com Pluma 0, deixem desmarcado.

Se a rodada de teste mostrar que a média considera mais meses além do Mês 0, o primeiro mês precisa ser maior para mover a média. Confiram o campo Investimentos Médios Mensais em Outras Informações.

Certificações internacionais

  • O sorteio começa no Mês 2. Só concorre quem tem pelo menos R$ 300 mil acumulados e Pluma 0 ou 1.
  • Um único número sorteado vale para as nove empresas. Acima de 80, ninguém certifica no mês (20% dos meses).
  • Quem certifica zera o acumulado e ganha cerca de 5% no valor da ação, além de pontos de governança.
Acumulado300 mil400 mil500 mil600 mil700 mil800 mil900 mil1 mi1,1 mi1,15 mi+
Chance no mês0%4%10%20%34%50%61%70%78%80%
PlanoComo investe1º certificado até abrilAté junhoCertificados até M8 / M10Gasto até M10
Largada e segura AR$ 300, 300 e 200 mil nos meses 1 a 3; depois zero até certificar. Em seguida, R$ 200 mil por mês até 800 mil e segura87%98%1,7 / 2,2R$ 1,96 mi
Constante 200 BR$ 200 mil todo mês71%99%1,6 / 2,1R$ 2,0 mi
Constante 150R$ 150 mil todo mês37%90%1,2 / 1,6R$ 1,5 mi
Econômico CR$ 100 mil todo mês10%45%0,9 / 1,1R$ 1,0 mi
Simulação de 60 mil sorteios por plano, com Pluma sempre em 0 ou 1.
  • O dinheiro acumulado não se perde: um mês sem sorte só adia. Confirmem na rodada de teste se o acumulado se mantém quando a folha leva zero; o plano “segura” depende disso.
  • O sorteio é o mesmo para todos. Quem tem o maior acumulado certifica em todo mês em que alguém certifica, exceto logo depois de zerar.
  • A largada forte custa o mesmo que R$ 200 mil constantes e antecipa o primeiro certificado em cerca de um mês (mediana em março contra abril). Certificado cedo conta na governança e no valor da ação de todos os meses seguintes.

Produção e RH

O jogo penaliza as duas formas de perseguir a demanda: hora extra e demissão derrubam a nota de governança. A saída é a produção nivelada: quadro que só cresce, estoque formado nos meses fracos e aluguel de máquinas nos picos.

MêsTrabalhadoresProdução (S / R / L)Estoque final (S / R / L)Aluguel (UF)Horas usadas
M1 Jan3001.333 / 714 / 20795 / 144 / 47047.236
M2 Fev3001.633 / 637 / 213138 / 261 / 120048.000
M3 Mar3202.284 / 591 / 177122 / 62 / 678351.200
M4 Abr3402.029 / 761 / 180112 / 53 / 2716954.400
M5 Mai3551.855 / 810 / 205106 / 222 / 5218055.498
M6 Jun3601.785 / 805 / 264121 / 417 / 11618057.600
M7 Jul3602.053 / 742 / 251154 / 380 / 11718057.600
M8 Ago3602.532 / 631 / 229116 / 61 / 3618057.600
M9 Set3601.922 / 755 / 238108 / 56 / 3416056.069
M10 Out3601.692 / 644 / 1960 / 0 / 01247.947
Plano de referência calculado por otimização linear na previsão-base: atende toda a demanda sem hora extra, com estoque de segurança de 6% (Shampoo), 8% (Repelente) e 15% (Selante) da demanda do mês seguinte. S = Shampoo, R = Repelente, L = Selante. Refaçam todo mês com a demanda real.
Quadro sugeridoM1M2M3M4M5M6M7M8
A. Margem e ESG300300320340355360360360
B. Volume345360380380400420430430
C. Caixa300300310330345350350350
Na demanda-base, o ótimo é manter 300 até fevereiro. Com demanda 10% acima da base, ele sobe para cerca de 325–340 em janeiro e fevereiro e 360 a partir de março.
  • Estoque de fim de mês, em proporção da demanda do mês seguinte: Shampoo 5–10% (até 15% antes de março e agosto); Repelente 10–25%, subindo para 30–50% antes dos picos; Selante 30–50% enquanto a fórmula não estiver garantida, 15–25% depois.
  • Quando faltar hora ou UF, a ordem de prioridade é Selante, Shampoo e Repelente (margem por hora e por UF). Mas, como contratar e alugar pagam até no Repelente, falta de recurso deve virar contratação ou aluguel, não venda perdida.
  • Hora extra custa 30% a mais (R$ 45,83 por hora) e tira pontos de governança. Aluguel de máquina entra sozinho quando as ordens passam da fábrica e custa R$ 660 por UF. Venda perdida vai para um concorrente.
  • Salário e participação nos lucros nunca podem cair depois de aumentados. O manual diz que remuneração melhor aumenta a atratividade dos produtos e ajuda com o sindicato, mas não diz quanto. Testem na rodada de teste antes de decidir na competição.

Capacidade da fábrica

Comprar 1 UFAlugar 1 UF
CaixaR$ 20.000 no ato, mais despesas adicionaisR$ 660 em cada mês em que usar
Resultado do mêsR$ 160 de depreciação por mêsR$ 660 por mês
CCL−R$ 20.000 (vira imobilizado)−R$ 660
Limite25% da capacidade por mês20% da capacidade
ReversívelNão: capacidade não se vendeSim

Na demanda-base, ampliar 100 UF (R$ 2 milhões) acrescenta só cerca de R$ 0,4 milhão de margem em 10 meses: aluguel e estoque resolvem. Com demanda 10% acima da base, a mesma ampliação rende cerca de R$ 0,9 milhão; com 20%, R$ 1,6 milhão, e passa a valer para quem pesa lucro mais que CCL.

Regra de gatilho

Ampliem quando a demanda real (vendas + perdidas) ficar 10% ou mais acima da base por dois meses seguidos e a projeção indicar aluguel no limite (180 UF) nos meses de pico. Façam em degraus de 45 a 75 UF por mês: as despesas adicionais crescem mais que proporcionalmente (acima de R$ 30 mil para 100 UF e de R$ 100 mil para 200 UF).

Reinvistam os R$ 144 mil todo mês. Sem isso, a fábrica perde 7,2 UF por mês (o manual fala em 92, mas 900 × 0,8% = 7,2).

Preço, promoção e P&D

  • Preço: mudem no máximo 3–5% por mês e observem a parcela. O efeito sobre a demanda aparece no mesmo mês ou no seguinte.
  • Promoção tem efeito imediato que dura alguns meses; P&D tem efeito maior no longo prazo. Cortes refletem mais rápido que aumentos, então oscilar desperdiça dinheiro. O esforço em um produto não ajuda os outros.
  • Como estimar a elasticidade: nos meses 1 e 2 os relatórios são grátis. Para cada produto, comparem a parcela de cada uma das 9 empresas com o preço dela em relação à média do grupo. Se quem está 5% abaixo da média ganha 15% a mais de parcela, a elasticidade está perto de 3.
  • Estoque é arma competitiva. Quando um concorrente fica sem produto, o cliente dele compra de quem tem, inclusive a um preço mais alto.
  • Não promovam o que não têm: promoção sem estoque é dinheiro pago para mandar cliente ao concorrente.
Por mêsShampooRepelenteSelante
Promoção em dezembroR$ 20 milR$ 50 milR$ 20 mil
Promoção sugerida (A)R$ 50–70 milR$ 60–70 milR$ 40–50 mil
P&D em dezembroR$ 0R$ 0R$ 10 mil
P&D sugerido (A)R$ 20–30 milR$ 30–40 milR$ 40–60 mil
Comparem todo mês com a média e o máximo do grupo nas Estatísticas. A ideia é ficar um pouco acima da média onde há estoque para atender.

Informação paga, a partir do Mês 3. Comprem os preços dos concorrentes (R$ 2 mil por produto), as estatísticas de promoção e P&D (R$ 500 cada) e as vendas perdidas do mercado (R$ 1 mil por produto). As parcelas de mercado (R$ 10 mil por produto) valem nos meses em que forem mexer em preço. Orçamento típico: R$ 10–40 mil por mês. De graça: o relatório Meio Ambiente mostra quem já tem certificados, quem já tem a fórmula do Selante e quem liberou relatórios; e os relatórios financeiros de quem liberou saem no Excel da plataforma.

Finanças, dividendos e caixa

  • Projetem o caixa antes de cada folha (planilha Previsto x Realizado). As saídas são decisões de vocês; a incerteza está na receita.
  • Apliquem só o que sobra acima de um colchão de R$ 1,0–1,5 milhão. Deixar R$ 1,5 milhão parado custa cerca de R$ 8 mil de rendimento por mês; cair no rotativo custa 3% ao mês e a nota 1 nesse item de governança. Aplicar mais do que existe aciona o rotativo automaticamente.
  • Aplicação e empréstimo valem por um mês. Renovem em toda folha: campo vazio vale zero.
  • Empréstimo (1,50% a 1,75% ao mês) só para evitar o rotativo ou financiar expansão, nunca para aplicar a 0,55%.
  • Dividendos: o ano começa com lucro acumulado zero e o limite de dividendos é o lucro acumulado até o mês. O mercado premia dividendos estáveis e crescentes. Opções: 25% do lucro (o mínimo de uma empresa saudável, segundo o manual), 30–40% (estratégia A) ou 50% ou mais (se Valor da Ação pesa e CCL não).
  • Participação nos lucros aparece no DRE depois do Lucro Líquido do Exercício, como os dividendos, então não reduz esse objetivo; mas reduz caixa e CCL e nunca pode cair depois de concedida. Se usarem, comecem baixo (1–3%).

Fase Teste: o laboratório

Nos dois meses de teste o dinheiro não importa: o simulador é zerado depois. É a chance de comprar, de graça, informação que custaria caro na competição. A folha abaixo opera bem e, ao mesmo tempo, responde às perguntas que mudam este plano.

O que o teste precisa responder

  • A média de investimento (terreno e Selante) conta só a partir do Mês 0?
  • A ampliação da fábrica vale no mesmo mês? Quanto custam as despesas adicionais?
  • O teto do salário é R$ 5.640 ou R$ 2.820? O manual diz os dois.
  • O acumulado de certificação se mantém quando a folha leva zero?
  • Os dividendos de janeiro saem do lucro do próprio mês?
  • Quanto cada produto reage a preço e a promoção?
  • A demanda que os concorrentes perdem vem para quem tem estoque?
  • Como cada concorrente joga?
CampoTeste, Mês 1Teste, Mês 2O que observar
Objetivos e produção
PesosReceita 4, Lucro 4, Ação 3, CCL 2, Lotes 2 (Governança 5)IguaisDetalhamento da governança no Ranking
Capacidade fabril945 (+45 UF)945Capacidade deste mês em Outras Informações; Despesas Adicionais no DRE; reinvestimento novo (0,8% de R$ 18,9 mi)
Ordens de produçãoShampoo 1.450, Repelente 760, Selante 230Ajustar à demanda real do Teste 1 (referência: 1.600, 640, 200)Vendas perdidas suas; se o estoque extra de Repelente e Selante foi vendido (sinal de transbordo dos concorrentes)
Recursos humanos
Trabalhadores320320Hora extra igual a zero; mão de obra ociosa no DRE
Salário médioR$ 2.900R$ 2.900O sistema aceitou? O custo padrão passou a 1.049,88 / 3.191,40 / 3.575,95?
Participação nos lucros2%2%Em que linha aparece e se reduz o Lucro Líquido do Exercício
Comercial
PreçosShampoo 1.540 (−2,9%), Repelente 4.582, Selante 7.450 (+3%)Shampoo 1.586, Repelente 4.450 (−2,9%), Selante 7.450Parcela de cada empresa contra o preço dela, em Preços e Parcelas
Promoção (R$ mil)50 / 60 / 4050 / 60 / 80 (dobra no Selante)Demanda do Selante no Teste 2 contra o Teste 1
P&D (R$ mil)20 / 30 / 4020 / 30 / 40Média e máximo do grupo nas Estatísticas
CertificaçõesR$ 600 mil (acumulado 660 mil)R$ 0O acumulado continua em 660 mil no Teste 2? Qual foi o mínimo sorteado?
Meio ambiente
Manutenção do terrenoR$ 150 milR$ 110 milA média em Outras Informações virou R$ 100 mil (média só com o Mês 0)?
Remediar terrenoNãoSó se a Pluma estiver em 1 ou maisPluma atual e fiscalização
Tecnologia do SelanteR$ 200 milR$ 200 mil se não saiu; zero se saiuA média virou R$ 137,5 mil? Conseguiu a fórmula?
Comprar tecnologiaNãoNão
Financeiro
Empréstimo e aplicação0 e R$ 2,0 mi0 e o que a projeção permitir, com colchão de R$ 1 miSaldo final positivo, sem rotativo
DividendosR$ 150 milR$ 200 milForam pagos com o lucro do próprio mês?
Liberar relatóriosSimSimNota do item no Ranking; relatórios dos concorrentes no Excel
Shampoo 1.450 com 382 em estoque deixa 1.832 lotes disponíveis, 13% acima da base de janeiro, para absorver o efeito do corte de preço. A ordem cabe em 51.200 horas (320 trabalhadores) e usa 22 UF de aluguel.

Antes de o simulador ser zerado

Baixem “Exportar excel de todos os períodos” e “Exportar excel dos relatórios financeiros”, e anotem preços, parcelas e investimentos de cada concorrente. Tudo da Fase Teste é apagado.

Leiam os concorrentes

Quem cortou preço? Quem produziu pouco e perdeu venda? Quem investe em ESG (relatório Meio Ambiente e Estatísticas)? Equipes tendem a repetir na competição o que fizeram no teste. Os nomes também dão pistas, como hipótese a confirmar: “TOPLINE” sugere foco em receita, provável disputa de preço e volume; “E2_Greenwash” vale observar se investe de fato em terreno e certificação.

A primeira folha da competição

Três versões para o Mês 1 oficial, uma por estratégia. Ajustem com o que a rodada de teste mostrar sobre preço e mecânica.

CampoA recomendadaB. VolumeC. Caixa
Objetivos estratégicos (pesos)
Valor da Ação323
Capital Circulante Líquido215
Receita de Vendas452
Lucro Líquido Acumulado424
Total de Lotes Vendidos251
Governança Corporativa555
Produção e RH
Capacidade fabril900960900
Ordem: Shampoo1.3301.7001.330
Ordem: Repelente710750700
Ordem: Selante210260225
Trabalhadores300345300
Salário médio2.8202.8202.820
Participação nos lucros0%0%0%
Comercial e qualidade (R$)
Preço: Shampoo1.5861.5071.586
Preço: Repelente4.5824.4904.650
Preço: Selante7.2327.2327.450
Promoção S / R / L (mil)50 / 60 / 4090 / 70 / 4030 / 50 / 30
P&D S / R / L (mil)20 / 30 / 4030 / 30 / 3010 / 20 / 30
Certificações300 mil200 mil100 mil
Meio ambiente (R$)
Manutenção do terreno150 mil150 mil150 mil
Remediar terrenoNãoNãoNão
Tecnologia do Selante200 mil200 mil175 mil
Comprar tecnologiaNãoNãoNão
Financeiro (R$)
Empréstimos000
Aplicação3,0 mi1,5 mi3,5 mi
Dividendos150 mil100 mil0
Liberar relatóriosSimSimSim

Resultado projetado do Mês 1 na previsão-base

ABCRepetir dezembro
ReceitaR$ 6,34 miR$ 6,65 miR$ 6,29 miR$ 2,86 mi
Lucro líquidoR$ 0,82 miR$ 0,77 miR$ 1,05 mi−R$ 0,59 mi
CCLR$ 5,07 miR$ 3,87 miR$ 5,45 miR$ 3,81 mi
Lotes vendidos2.3502.6212.3271.352
Caixa depois da aplicaçãoR$ 1,36 miR$ 1,31 miR$ 1,14 miR$ 0,31 mi
Mesmo modelo contábil do jogo, conferido contra o exemplo do manual. B supõe +15% de volume no Shampoo e +5% no Repelente pelos cortes de preço; C supõe −3% no Repelente e −4% no Selante pelos aumentos. Os concorrentes também mudam, então tratem como ordem de grandeza.

O lucro de C é maior em janeiro porque C investe menos em certificação e marketing agora. A troca da estratégia A é deliberada: abre mão de lucro num mês de peso 1 para ter certificado e demanda nos meses de peso 5 a 10.

Mês a mês

O roteiro da estratégia A na previsão-base. A barra de cada mês mostra o peso dele na nota final, conforme a duração escolhida no gráfico do topo.

  1. M1Janeiro

    Arrumar a casa

    Demanda-base: Shampoo 1.620, Repelente 570, Selante 160. Pede 43 mil horas e 828 UF.

    • Pesos do primeiro quadrimestre (veja Três caminhos).
    • Produção que usa todas as horas: cerca de 1.330 / 710 / 210 com 300 trabalhadores. O que passa da demanda vira estoque de Repelente e Selante para março.
    • Selante R$ 175–200 mil, terreno R$ 150 mil, certificação conforme o plano, relatórios liberados.
    • Aplicar o que sobra acima de um colchão de R$ 1,0–1,5 milhão; dividendos pequenos, porque o lucro acumulado começa em zero.
    • Ao fechar o mês, conferir: médias em Outras Informações, Pluma, vendas perdidas suas e dos concorrentes.
  2. M2Fevereiro

    Estoque para março

    Demanda-base: Shampoo 1.590, Repelente 520, Selante 140. Pede 40 mil horas, o mês mais fraco do ano.

    • Produzir no limite das horas e terminar com cerca de 260 Repelentes e 120 Selantes em estoque.
    • Se a fórmula do Selante não saiu: manter a pesquisa e reforçar o estoque de Selante para cobrir cerca de um mês.
    • Primeiro sorteio de certificação: com R$ 660 mil acumulados a chance é de cerca de 28%.
    • Último mês de informação grátis: estimar a elasticidade com o relatório de Preços e Parcelas.
  3. M3Março

    Primeiro pico

    Demanda-base: Shampoo 2.300, Repelente 790, Selante 230. Pede 61 mil horas e 1.161 UF.

    • Quadro para cerca de 320; o aluguel de cerca de 80 UF entra sozinho; o estoque de fevereiro cobre o resto.
    • Começa a cobrança por informação: comprar preços dos concorrentes e estatísticas de promoção e P&D.
    • Certificação: completar o acumulado em cerca de R$ 860 mil e segurar.
  4. M4Abril

    Decidir o Selante

    Demanda-base: Shampoo 2.040, Repelente 770, Selante 220. Pede 57 mil horas e 1.090 UF.

    • Último mês de produção com GHG189. Sem a fórmula até aqui: comprar agora (produz em maio) ou fazer mais um mês de pesquisa com pelo menos um mês de Selante em estoque.
    • Quadro para cerca de 340.
    • Preparar a decisão de pesos de maio: para cada objetivo, onde a empresa está entre o mínimo e o máximo do grupo.
  5. M5Maio

    A decisão de pesos mais importante

    Demanda-base: Shampoo 1.860, Repelente 640, Selante 180. Pede 49 mil horas.

    • Pesos do segundo quadrimestre, o bloco que vale de 47% a 72% da nota: 4 e 5 onde a empresa já lidera ou está perto do topo.
    • Selante só com a nova fórmula a partir de agora.
    • Quadro para cerca de 355; começar o estoque de Repelente para agosto.
    • Checar o gatilho de expansão (demanda real 10% acima da base por dois meses).
  6. M6Junho

    Construir agosto

    Demanda-base: Shampoo 1.770, Repelente 610, Selante 200. Pede 48 mil horas.

    • Quadro em cerca de 360, o último degrau, se a demanda confirmar.
    • Fábrica cheia e aluguel no limite: terminar junho com cerca de 400 Repelentes e 120 Selantes em estoque.
  7. M7Julho

    O segundo pico começa

    Demanda-base: Shampoo 2.020, Repelente 780, Selante 250. Pede 58 mil horas e 1.103 UF.

    • Produção máxima, mantendo cerca de 380 Repelentes em estoque para agosto.
    • Revisar preços: se o mercado tem vendas perdidas, não há por que dar desconto.
  8. M8Agosto

    O mês de ouro

    Demanda-base: Shampoo 2.570, Repelente 950, Selante 310. Pede 73 mil horas e 1.367 UF.

    • Maior demanda do ano e um dos maiores pesos: vender tudo.
    • Hora extra só se a venda perdida custar mais que a queda na nota de governança.
    • Se for o último mês do jogo, aplicar o roteiro de último mês.
  9. M9Setembro

    Colher

    Demanda-base: Shampoo 1.930, Repelente 760, Selante 240. Pede 56 mil horas.

    • Pesos do terceiro quadrimestre (setembro e outubro valem 35% num jogo de 10 meses): concentrar 5 e 5 onde a empresa lidera.
    • Nada de contratação ou expansão que não se pague até o fim.
  10. M10Outubro

    Provável último mês

    Demanda-base: Shampoo 1.800, Repelente 700, Selante 230. Pede 53 mil horas.

  11. M11–12Nov. e dez.

    Se o jogo continuar

    Novembro é o vale do ano (41 mil horas); dezembro volta a 54 mil.

    • Formar em novembro o estoque de dezembro, sem demitir.
    • Lucros não distribuídos até dezembro são incorporados ao capital em janeiro: planejar os dividendos antes.

Calculadoras

As mesmas contas deste plano, para refazer com os números de cada mês. Nada aqui se conecta ao simulador: os resultados são aproximações para conferir a folha antes de salvar.

Produção e RH

Confere se as ordens cabem nas horas e na fábrica. Regras do manual: 160 horas por trabalhador, até 20% de hora extra (+30% no custo), até 20% de aluguel a R$ 660 por UF; se nem assim couber, todas as ordens são reduzidas na mesma proporção.

Selante: pesquisar ou comprar

Investimento mensal em pesquisa a partir de janeiro, parando quando a fórmula sair. Se não sair até março, a compra entra em abril por R$ 1,2 milhão.

MêsMédia com o Mês 0Chance no mêsChance acumulada

Pluma

Risco de contaminação no mês para um investimento médio mensal em Manutenção do Terreno.

Certificação

Chance de certificar no mês para um investimento acumulado, com Pluma 0 ou 1.

Preço

Quanto volume um preço novo precisa ganhar (ou pode perder) para manter a margem bruta, e o que acontece com a elasticidade que vocês estimarem no teste.

Pontos do mês

Pesos dos cinco objetivos (somam 15) e o número de ordem esperado em cada um, de 1 (pior do grupo) a 9 (melhor). Governança tem peso 5 fixo.

ObjetivoPesoNúmero de ordemPontos

Rotina da diretoria

Papéis

Presidente
Coordena o tempo, decide empates e confere a folha inteira antes de salvar. Um zero a mais muda tudo.
Produção e RH
Previsão de demanda, Simulador de Capacidade, quadro, ordens e estoque-alvo.
Comercial
Preço, promoção, P&D e leitura de Preços e Parcelas e das Estatísticas.
Finanças
Previsto x Realizado, aplicação, empréstimo e dividendos.
ESG e governança
Terreno, remediação, certificação, tecnologia do Selante e os seis itens de governança.

Os oito passos de cada mês

  1. Ler (15 min). Conta Estoque (vendas perdidas), Preços e Parcelas, Estatísticas, Outras Informações, Ranking com o detalhamento da governança, Meio Ambiente e as Notícias do Árbitro.
  2. Prever (10 min). Demanda real = vendas + perdidas. Comparar com a base e ajustar o fator do produto.
  3. Planejar a produção (15 min). Ordens, quadro, aluguel e estoque-alvo, conferidos na calculadora de produção.
  4. Comercial (10 min). Preço, promoção, P&D e compra de informação.
  5. ESG (5 min). Terreno, remediação, certificação e Selante.
  6. Caixa (10 min). Projeção, aplicação, empréstimo e dividendos.
  7. Conferir e salvar (5 min). Checklist abaixo, botão azul e a aba Decisão Enviada para ver o que foi gravado.
  8. Depois do processamento. Colar os números reais na coluna Realizado e discutir as diferenças. É aí que o aprendizado acontece.

Antes de clicar em Salvar Decisão

Último mês

Quando o Árbitro confirmar qual é o último mês, a lógica muda: só vale o que melhora a nota daquele mês.

  • Nada de ampliar a fábrica ou contratar para depois. A ampliação reduz o CCL na hora e não terá tempo de pagar.
  • Pular o reinvestimento (lançar a capacidade com −0,8%) preserva cerca de R$ 144 mil de CCL sem mexer no lucro, porque a depreciação entra no resultado de qualquer jeito.
  • Horas paradas viram estoque. Pelo custeio por absorção, a mão de obra de um lote produzido vai para o estoque em vez de virar despesa de ociosidade: cada Repelente extra melhora lucro e CCL em cerca de R$ 900 e cada Selante em R$ 1.500, já descontada a estocagem. Só vale sem aluguel de máquina.
  • Certificação só se o salto valer o custo. Exemplo: levar o acumulado de 700 mil para 1 milhão dobra a chance (de 34% para 70%) por R$ 300 mil.
  • P&D no último mês: cortar dá economia certa e efeito incerto, porque reduções refletem rápido. Decisão da equipe.
  • Dividendos: se Valor da Ação pesa e CCL não, um dividendo maior pode ajudar; se CCL pesa, segurem.
  • Pluma 1 no início do mês: remediem (R$ 30 mil) para fechar com zero. Pluma 0: não marquem.

Erros que custam caro

  • Repetir a folha de dezembro. Prejuízo garantido: é o exemplo do manual.
  • Deixar campo vazio. O jogo lê como zero, inclusive capacidade e aplicação.
  • Esquecer de renovar aplicação ou empréstimo. Os dois valem só por um mês.
  • Aplicar mais do que existe. O banco cobre com crédito rotativo a 3% e a governança cai.
  • Contratar demais para um pico e demitir depois. A nota de demissões vai a 1; contratem em degraus.
  • Aumentar salário ou participação por impulso. Não há volta.
  • Guerra de preços sem capacidade. Margem menor e venda perdida ao mesmo tempo.
  • Promover produto sem estoque. O cliente atraído compra do concorrente.
  • Deixar a Pluma subir. Multa, −5% na ação, certificação bloqueada e governança em queda.
  • Pedir remediação com Pluma 0. R$ 10 mil de mobilização jogados fora.
  • Ignorar o GHG189. Perder o produto de maior margem justamente no quadrimestre decisivo.
  • Expandir em um salto só. As despesas adicionais crescem mais que proporcionalmente.
  • Mudar pesos sem olhar o ranking. O peso deve seguir a vantagem, não a vontade.
  • Oscilar promoção e P&D. Cortes refletem mais rápido que aumentos.
  • Não baixar os Excel da Fase Teste. Tudo é apagado no reset.
  • Esquecer o botão azul. Sem “Salvar Decisão”, a folha não vale.

Pontos a confirmar

O manual se contradiz ou silencia em alguns pontos. A rodada de teste ou uma pergunta ao Árbitro resolve cada um.

PontoO que o manual dizComo confirmar
Teto do salárioR$ 5.640 no Módulo 7 e R$ 2.820 nas Perguntas FrequentesLançar R$ 2.900 no teste
Quando vale a ampliaçãoNo mesmo mês (Módulos 2 e 7) e “somente no mês seguinte” (Perguntas Frequentes)Ampliar 45 UF no teste e ver a capacidade do mês
Média de investimentoInclui o Mês 0 na nota sobre o Selante; sobre o terreno não dizOutras Informações depois do Teste 1
Acumulado de certificação“Deve prosseguir”, sem dizer se se mantém sem novo aporteLançar zero no Teste 2
Escala da nota de PlumaEntre a pior e a melhor do grupo, ou fixa de 0 a 5?Detalhamento da governança no Ranking
Sorteio do SelanteNão diz se o número é um por empresa ou um para todasPerguntar ao Árbitro
Critérios de avaliaçãoAs Perguntas Frequentes citam “Parcela de Mercado” e chamam governança de quinto objetivo; o Módulo 6 fala em Receita e sexto objetivoVale a tela da plataforma, igual ao Módulo 6
Perda física de capacidade“92 unidades fabris” por mês; a conta é 900 × 0,8% = 7,2Capacidade em Outras Informações
Informações do Fluxo de Caixa (R$ 20 mil)Não diz de quem é o fluxoPerguntar ao Árbitro
PIB e inflaçãoAparecem em Outras Informações (0,10% e 0,20%), sem efeito descritoAcompanhar o custo dos insumos e a demanda mês a mês

O que o jogo ensina

Cada mecânica do simulador é um conceito de gestão disfarçado. Vale nomeá-los na discussão de cada mês.

Custo fixo de curto prazo
Mão de obra contratada é paga produzindo ou não. Decidir produzir pouco não economiza; desperdiça.
Margem de contribuição por recurso escasso
Quando falta hora ou fábrica, o que importa é a margem por hora e por UF, não por lote (teoria das restrições).
Planejamento agregado
Nivelar a produção com estoque ou perseguir a demanda com hora extra e demissão. O jogo cobra caro a segunda via.
Sazonalidade e tendência
Previsão = padrão do mês × direção do produto, corrigida todo mês com a demanda real.
Valor esperado
Selante, Pluma e certificação são loterias com preço: compara-se o custo de cada aposta pela chance de sucesso.
Opção real e seguro
Pesquisar o Selante mantendo a compra como saída é pagar pouco por uma opção e reservar o seguro para quando for preciso.
CCL e balanço
CCL = Patrimônio Líquido − Imobilizado. Toda decisão financeira mexe em um dos dois lados.
Custeio por absorção
Produzir para estoque leva custo para o balanço e melhora o lucro do mês. No mundo real, é por isso que analistas olham o giro do estoque.
Elasticidade e ponto de equilíbrio
Desconto só se paga se o volume extra superar a margem perdida.
Dilema do prisioneiro
Se todos cortam preço, ninguém ganha participação e todos perdem margem.
Decisões irreversíveis
Salário, participação nos lucros e capacidade não voltam. Testa-se antes, decide-se depois.
Coerência estratégica
Os pesos funcionam como um scorecard: dizem o que a empresa promete entregar.
Assimetria de risco
Um colchão de caixa custa pouco; o rotativo e a insolvência custam a nota inteira.